Domingo, 31 de Maio de 2009

so


Hoje foi realmente o primeiro dia de trabalho. O Hotel é simplesmente maravilhoso e cada momento fico pensando como seria bom demais estar aqui de férias com meu marido. Por outro lado fico pensando o que seria demais estar aqui com todos os amigos gays e friendly, pois imaginar um hotel que se chama Swan and Dolphin so sendo realmente muito gay.

A breguce impera, mas minha consciência fala somente que este tipo de decoração é algo que Jorgito deveria viver. Não falo pelo fato dele gostar, mas pelo fato da vida dele ser baseada na breguice das pessoas.

Vocês conseguem imaginar as imagens abaixo?

Orlando....E olha que não estamos falando da Obra de Virginia Woolf e sim da primeira cidade que estou conhecendo na América. Vale salientar que mesmo tendo estado em Miami não vale a pena considerar pelo simples fato de ter ficado apenas duas horas no aeroporto.

Orlando é muito diferente de tudo que vi, ou de quase tudo, pois em muitos aspectos lembra demais a cidade de Brasília. Casas em condomínios, ruas largas e muita, mas muita segurança. A sensação que temos é que a cada saída de uma rua para outra estamos indo quase de uma cidade para outra, isto porque a ruas parecem demais com grandes estradas.

Isto faz com que grandes condomínios lembrem demais os bairros elegantes de Alphaville em São Paulo, onde as casas são maravilhosas, sem muros e com segurança.

Parei de frente de algumas e não vi nínguem. Parece que estavam em casa vendo TV e comendo queijos com vinho.






A cidade parece ser voltada aos parques....Todos eles estão aqui e a cada milha que você anda, sempre é a entrada de algum...mas a cidade respira a consumo e muito....são muitas as lojas as promoções. A capacidade de se conter e não sair comprando é igual a uma dieta....é uma luta a cada minuto...

Fico por aqui e volto com mais news...
Pois é pessoal,

Depois de "um longo e nem tão tenebroso inverno" - parafraseando o ditado - estou de volta. Muitas coisa aconteceram nestes quase mais de um ano de ausência, e que apesar de valer muito a pena falar dele, não teria espaço para pode contar tudo. O que posso dizer é que as coisas caminharam super bem; SP sempre me recebeu de braços aberto e estou muito feliz.

Mas o motivo de minha volta, reside no fato de mudanças significativas em minha vida. Entre outras coisas que a maioria de vocês já sabem, estou agora na América (Land of opportunities) à trabalho e conhecendo um pouco do que este povo tem a oferecer.

Confesso que voltei com todo o gás e que de agora em diante vou postar com mais frequência.

Beijo me liga!

Sábado, 17 de Novembro de 2007

Pelas ruas que andei......

Claro que a música do Alceu Valença me vem à mente (Rua da Ninfas, Matriz Saudade da Soledade de quem passou; Rua Benfica, Boa Viagem, na piedade tantas vou...pelas ruas que andei procurei..)

Pois é....o dia ontem e hoje foram de andadas. Várias, muitas, mas muitas ruas. Sorte minha que estava com Cris (vocês precisam conhecê-la, tornou-se minha nova corretora de imóveis) e depois nos juntamos com o Ricardo, Dri e o Luiz (meu novo arquiteto).

Mas no meu périplo pela busca do meu Graal (um bom apartamento), quase fico louco. Prédios bons, apartamentos ruins. Apartamentos de 250m2, pelo valor de R$ 3.600,00, e um no final da Augusta, que nem o Sr. Daniel quis atender. Mas eis que sempre há um final para uma busca - com certeza este foi o pensamento de Parsifal, afinal depois de percorrer caminhos como:

ALAMEDA SANTOS; BRIGADEIRO LUIZ ANTONIO; MANUEL DA NOBREGA; CARLOS SAMPAIO; SÃO CARLOS DO PINHAL; CINCINATO BRAGA; BELA CINTRA, AUGUSTA a busca já parecia não ter fim. Como sentiu-se Parsifal num momento deste? Acredito que ele cansou, e foi tomar um chopp ou uma bela caneca de cerveja em alguma taberna.

Subi com minha corretora pela Augusta, íamos fazer o mesmo que Parsifal no parágrafo acima, só que íamos nos encontrar com os outros Cavaleiros da Távola, quando na Haddock Lobo, avistei uma placa de ALUGA-SE. Claro que gritei e pedi à Cris para estacionar. Valia a pena uma vistoria.

- Bom dia, disse eu num sotaque quase nordestino

- Bom dia, disse-me um sotaque similar

- O Sr. tem apartamento para alugar aqui? Claro, me respondeu meu conterrâneo. Afinal estava falando de Edvaldo, rapaz de Afogados da Ingazeira e que estava em São Paulo há cinco anos (só viria a saber depois, quando da conversa).

- Mas só que só posso mostrar em horário comercial. Fiz um beiço grande e com um forte e original sotaque nordestino pedi uma exceção. Não sei se por afinidade nordestina ou pena mesmo, ele disse que poderia me mostrar. Gritei, chamei a Cris e logo depois de passar por um hall absurdo de grande e elegante (Jorge e Thiago vão fazer a festa nele com os desfiles de gala), subimos ao que seria o apartamento.

Não vou falar dele agora (ainda não fechei o negócio) mas só posso dizer que é apaixonante e que infelizmente só tem um quarto (os nordestino que vierem, ou dormem na sala em colchões, ou ficam no San Gabriel, que é bem perto). Mas que é algo que vale a pena.

Mentalizem por mim e pelo Chateau Place Vendôme, na Rua Haddock Lobo, 313.

Este é meu número de sorte.



Quinta-feira, 15 de Novembro de 2007

Nada poderia ser mais proprício


São Paulo no feriado. Silêncio e cinza. Sou fã da melancolia. Todo mundo sabe disto.
Ontem estava assistindo ao programa SAIA JUSTA e um dos temas debatidos era o DESAMPARO. Claro que a Márcia Tiburi, com seu pensamento sagaz e consciente foi uma das que melhor falou. E dentro da minha cabeça o tema ficou parecendo filme que deixa você pensando dias e dias. Fui dormir e acordei com ele, e através dele escrevo o que agora sinto.


Num primeiro momento, todo mundo pode achar que o desamparo é justamente quando alguém o abandona, ou vice-versa. Mas pensando sobre o que estas mulheres falaram, comecei a entender melhor o que é o desamparo para a psiquê humana.


Entendi que estar desamparado (como agora me sinto), não é ser abandonado nem abandonar ninguém. Estar desamparado é uma sensação ou sentimento de que você agora realmente cresceu. Não existe hora, data, ou momento específico para que ele aconteça; Pode ser na solidão ou rodeado de pessoas queridas. Estar desamparado é crescer, e crescer dói.


Todavia não podemos deixar que este "cachorro sarnento" que existe dentro de nós e que tem a mania de uivar sempre que chora, seja uma coisa constante. É preciso seguir em frente, é preciso que este uivo seja inteligível e sentido, mas que não seja orientador, pois se isto ocorre nunca perderemos a "infantilidade" que nos faz mudar e crescer.


Escuto agora os sinos da igreja (esta da foto, é da minha janela - Igreja de Moema) e meu "cachorro sarnento" está dormindo - consegui fazê-lo descansar. Seu uivo já não me incomoda mais. Minha melancolia eu resolvo com o CD que uma amigona me deu (The-Best-Of-The-Greatest-Hits-of-Marianne-Faithfull), e com os sinos que agora dobram, e sabem por quem eles dobram? Pela nossas juventudes adultas!

Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007

Uma nova forma de ver o mundo

Oi Pessoal,

Voltei...sei que ontem não teve post, mas é que o dia foi bastante corrido. Quando cheguei no flat já era bem tarde e só deu tempo de conversar com Dinho (que estava on-line no SKYPE). Alias, surgiro que todos que desejem bater um papo com este paulistano, que baixem o SKYPE (http://www.skype.com/intl/pt/download/skype/windows/downloading.html), coloquem um microfone e fone e podemos bater papo bem legal e de graça.

Ainda estou na minha busca constante de meu apartamento. Vou morar mesmo no Paraíso (visitei lá ontem e achei bárbaro) para quando alguém me pergunta onde moro aqui em São Paulo, poder responder: "Onde mais um Anjo poderia morar? No Paraíso, claro!!!"

Fiquei super feliz ontem (me peguei agora sentindo felicidades por estar aqui. Acho que quando pegar a rotinha e meu dia-a-dia em casa, estas sensações se repetirão com mais frequência). Fui visitar um cliente na Paulista e quando passei pela FIESP vi que estava tendo uma exposição do Ricardo Brennand (O Resgate do Brasil Holandês) - http://www.sesisp.org.br/home/2006/centrocultural/Prog_expo.asp.

Claro que entrei, mas deixei a visita para um outro momento onde tivesse tempo de desfrutá-la melhor. O legal foi que peguei um folder e conversei com a recepcionista, e ela me disse que ele esteve sábado passado aqui com as filhas, vendo a exposição. Aproveitei e disse também que era Pernambucano, e que estava aqui a pouco tempo e que lá em Recife, ele sempre tinha uma exposição permanente no Castelo. Ela riu e duvidou:
- Você Pernambucano??? Não acredito!!
- Por que não, perguntei eu.
- Você não entrou gritando e falando alto.

Sorri para ela e pensei que não valia a pena dizer mais nada......eheheheheh

Então Najim, já não falo alto e nem gargalho mais. Apenas comunico-me e sorrio. Acho que fiquei muito rico.

Segunda-feira, 12 de Novembro de 2007

Condição de Turista


Oi Pessoal,


Hoje vim de ônibus pro trabalho....Imagina só a modernidade que foi: Acordei as 06:30 entrei no site da SP Trans (http://www.sptrans.com.br/) e fui ver qual o busão (aqui não é por nome e sim por números) que saia de Moema até a Berrini. Tomei banho; fui à padaria e pedi um misto com uma média. Claro que a mulher não entendeu bulhunfas do que falei (serrá que é o sotaque???), bom repeti com um falso sotaque e em 20 minutos estava na parada de ônibus.


O bom daqui é que muuuuuita gente de paletó pegando ônibus, então já não teria que me sentir um duplo alien (de fora e ainda por cima de paletó num local que ninguem usa). Estava frio, começamos a manhã com cerca de 18graus.


Comecei minha jornada ao trabalho (a semana anterior foi bem generosa: tinha gente da empresa indo para clientes aqui perto, e minha colega de trabalho me dava caronas tb), e foi neste momento que os sentimentos se misturaram. Eu sou um "quase" paulistano, mas que sentado naquela cadeira do busão, encontrava a cada sinal ou esquina uma boa razão para olhar (tem umas flores lindas espalhadas nesta cidade). Os sentimentos começaram a gritar e se misturar (parecia uma rave no meu cérebro). Desci na parada -aqui perto da empresa - e já estou trabalhando.


Bom....confesso que quando algum de vocês chegaram aqui vão se perder muitas vezes comigo, mas pelo menos vamos ter bastante histórias para contar.